domingo, 23 de novembro de 2008

Lutamos por realizações mesmo fixados em imensas lembranças.

Um dia parei pra pensar, pra reparar, olhar pra trás mesmo olhando pra frente...
Cada vez é um sensação, um sentimento de aquele “nunca mais vai estar em casa” e “nada será igual”. Mundo estranho.
A gente corre, luta, planeja, mas mesmo assim fica louca pelo tempo que não volta mais, pelas pessoas que passaram, por aquelas que nem mesmo se despediram.
Teria eu que me despedir? Teríamos nós sempre que nos despedir?
Por quê? Por que ficamos presos, ficamos preocupados se o que realmente importa é o que está acontecendo?
O que é o passado perto do que é o presente?
Lutamos por realizações mesmo fixados em imensas lembranças.
É isso.
Que o mundo conspira ou não a meu, a seu, a nosso favor, mas que sempre saibamos a olhar o agora aproveitando e sugando cada movimento, suspiro e respiração.
Difícil? Complicado.
A lógica dialética não está aí a toa, mesmo não sendo tão lógica.
Carreguemos sentimentos passados e extravasemos todos aqueles nesse exato momento.
Quantas vezes quis dizer um “Gosto de você” através de palavras, de gestos, de abraços “me proteja”, e não consegui, seja por timidez ou por pensar numa reação. Reação, uma ação futura!
É a gente preocupado com aquele ser que chega a cada instante, e é o mesmo que nos impede de sermos sinceros.
É estranho, mas agora já era!
O que escrevi, agora já era!
Já era se eu não disse o que queria dizer!
Já era se você leu até aqui e não entendeu nada!
Não releia.
Não volte atrás.
Nem pense.
Preocupe-se. Apenas não esqueça do que realmente vale!
O Rec foi dado. Não Pause, por favor.