sábado, 26 de março de 2011

Cada vez mais pra sempre

Olhando fotos antigas. Quem são essas pessoas?

São aquelas que faziam você morrer de rir, que viam você chorar, se irritar, que se juntavam para fazer nada, que saiam, falavam mal, falavam bem, mas que estavam sempre juntas.

Aquelas que você fez juras para nunca se separar.

O mesmo tempo que foi ali representado, é o tempo que hoje você não tem para mandar notícia, de se ver na próxima oportunidade, de dizer que morre de saudade.

De, enfim, não saber mais quem são, como estão, onde vão.

Talvez o tempo foi tão cruel com essa separação?

Essas pessoas tomaram rumos diferentes, você tomou um rumo diferente. A necessidade imposta de cada um ter seu ritmo, o tempo colocou outras pessoas nesse caminho.

Não digo que a renovação não é boa, é crescimento e amadurecimento.

Mas é um desperdício de risadas, de alegrias, de história.
O que conforta é saber que a amizade e o carinho permanecem.
Você pode não dar notícia, mas vai sempre torcer para que onde quer que estejam, estejam bem.

Momentos tão distantes, mas a memória tão recente de cada sorriso, cada olhar, cada sentimento ali paralisado, congelado por fragmentos de segundos e que ficarão cada vez mais antigos, cada vez mais para sempre.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tirando o pó

Pensei muito antes de começar a escrever sobre 2010.
Não que ele tenha tido insignificâncias, mas porque estou muito ligada no que está por vir.
2010 para mim foi um ano de preparação, de transição.
Foi um ano para aprender a colocar cada coisa, cada momento, cada sentimento em seu lugar.
A me colocar no meu lugar.
Todos temos papeis importantes, e não podemos pegar vários para por em prática. Difícil é lembrarmos disso a nós mesmos e as pessoas, para não decepcionarmos.
Aprendi que quem gosta, corre atrás. Se não corri, foi porque não valia tanto a pena assim.
Não consegui, e ri. Te decepcionei, você me decepcionou.
Mas saí com a cabeça erquida, dando um novo passo, um novo ideal. E para não cair de novo, um pé atrás de prevenção.
Batalhei, e aprendi muito, mesmo não tendo feito muitas das coisas que queria fazer - e ainda vou.
Tempo. Faltou tempo. Sempre faltará.
A rotina é insana, mas valeu a pena cada minuto que piscava.
O ano passou tão rápido, que às vezes deixei pra trás coisas importantes.
Mas foi nesses momentos que pude aproveitar ao máximo.
Ri até não querer mais, corri pra alcançar, perdi hora, esqueci a chave, pesquisei, me enxarquei, dancei, tive medo e chorei.
Fiquei com sono. Com muito sono.
Dei bom dia, me arrumei, sai largada, voltei ao passado, e na dúvida, levei comigo sempre a esperança.

2010 valeu tanto que não quero um 2011 igual. E não estou sendo irônica.
Ser igual é ser insignicante. E sobre isso, eu aprendi a não ser.
2010 teve seu papel importante, mas quero um 2011 ainda melhor!
Que passe mais rápido como passou. Quero surpresas, mais emoções e batalhas!
Por que o jogo, ah o jogo, está apenas começando!
Seja bem-vindo 2011!